quinta-feira, agosto 11, 2011

Teologia da libertação

A teologia da libertação é um movimento de muita importância e relevância no mundo e principalmente na América Latina. Principalmente no que diz respeito a REVOLUÇÃO POPULAR NA AMÉRICA LATINA.


A leitura marxista de Michael Lowy é fundamental para seu entendimento.

Michael Lowy faz uma ótima discussão sobre a religião na década de 90. A
posição metodológica de M. Lowy é a desfazer equívocos e ratificar acertos na critica marxista da religião. Vale ressaltar que Lowy é ateu.

A teologia da libertação é expressão de um movimento, que envolve principalmente a práxis. O termo teologia não importa muito e fica submisso ao termo LIBERTAÇÃO. A teologia da libertação vem questionar a vanguarda da Igreja, mas não só dela, até dos próprios militantes de esquerda, por que ela implica um certo basimo e olhar sobre as massas, implica um aproximamento mais da classe.
A teologiada libertação já nasce com uma consciência latina, por exemplo sua influência na revolução de caráter popular na Nicarágua e até em Cuba.
Um grande exemplo da Teologia foi Dom Pedro Casaldáliga.

A religião, como tudo na vida, abriga suas contradições, por ser produto das relações sociais, afinal nenhuma religião cai do céu, é o homem que faz a religião.

O que vale destacar nesse curto texto é que o cristianismo na América Latina tem uma importância crucial para os processos revolucionários. Podemos citar as CEB's (Comunidades Eclesiais de Base) que fizeram um movimento de resistência a ditadura militar e empenho na construção de uma outra sociedade. Estudos sobre o cristianismo primitivo são de extrema importância para reavivar a chama cristã revolucionária, Engels e Kautsky fizeram estudos sobre o cristianismo primitivo e seus valores.

Existem análises que afirmam que a teologia da libertação faz um crítica romântica ao capitalismo, mas é bom deixar claro que o próprio Lowy afirma existir dois tipos de romantismo: o reacionário e o revolucionário.

A teologia da libertação teve muita influência no MST, através da mística, rituais, cultiva da memória revolucionária. E de certa forma questionou e contrapôs o marxismo arrogante e dogmático.


FILMES:- Pé na caminhada
- Anel de Tucum
- A igreja dos oprimidos
- Dom Helder. O santo rebelde& lt; br />- At o de fé

BIBLIOGRAFIA
BOSI
, Alfredo. Da esquerda cristã à teologia da libertação. In: As utopias de Michael Lowy: reflexões sobre um marxista insubordinado. São Paulo: Boitempo, 2007.

CALADO
, Alder Júlio Ferreira. Memória histórica e movimentos sociais: ecos libertários de heresias medievais na contemporaneidade. João Pessoa: Idéia editora, 1999.

CRISTIANISMO EM QUESTÃO
. Rio de Janeiro: Revista Paz e terra, N. 06, Editora Civilização Brasileira 1968. 

GUTIÉRREZ
, Gustavo. A força histórica dos pobres. Petrópolis: Vozes, 1981.

LOWY
, Michael. Redenção e utopia: o judaísmo libertário na Europa central. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
____________. Romantismo e messianismo. São Paulo: Perspectiva, 1990.
____________. Marxismo e teologia da libertação. São Paulo: Co rtez, 1 991.
ROMANO, Roberto. Brasil: Igreja contra estado (crítica ao populismo católico). São Paulo: Kairós, 1979.

WANDERLEY, Luiz Eduardo. Utopia e uma visão da teologia de libertação. In: As utopias de Michael Lowy: reflexões sobre um marxista insubordinado. São Paulo: Boitempo, 2007.

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quinta-feira, agosto 11, 2011

Teologia da libertação

A teologia da libertação é um movimento de muita importância e relevância no mundo e principalmente na América Latina. Principalmente no que diz respeito a REVOLUÇÃO POPULAR NA AMÉRICA LATINA.


A leitura marxista de Michael Lowy é fundamental para seu entendimento.

Michael Lowy faz uma ótima discussão sobre a religião na década de 90. A
posição metodológica de M. Lowy é a desfazer equívocos e ratificar acertos na critica marxista da religião. Vale ressaltar que Lowy é ateu.

A teologia da libertação é expressão de um movimento, que envolve principalmente a práxis. O termo teologia não importa muito e fica submisso ao termo LIBERTAÇÃO. A teologia da libertação vem questionar a vanguarda da Igreja, mas não só dela, até dos próprios militantes de esquerda, por que ela implica um certo basimo e olhar sobre as massas, implica um aproximamento mais da classe.
A teologiada libertação já nasce com uma consciência latina, por exemplo sua influência na revolução de caráter popular na Nicarágua e até em Cuba.
Um grande exemplo da Teologia foi Dom Pedro Casaldáliga.

A religião, como tudo na vida, abriga suas contradições, por ser produto das relações sociais, afinal nenhuma religião cai do céu, é o homem que faz a religião.

O que vale destacar nesse curto texto é que o cristianismo na América Latina tem uma importância crucial para os processos revolucionários. Podemos citar as CEB's (Comunidades Eclesiais de Base) que fizeram um movimento de resistência a ditadura militar e empenho na construção de uma outra sociedade. Estudos sobre o cristianismo primitivo são de extrema importância para reavivar a chama cristã revolucionária, Engels e Kautsky fizeram estudos sobre o cristianismo primitivo e seus valores.

Existem análises que afirmam que a teologia da libertação faz um crítica romântica ao capitalismo, mas é bom deixar claro que o próprio Lowy afirma existir dois tipos de romantismo: o reacionário e o revolucionário.

A teologia da libertação teve muita influência no MST, através da mística, rituais, cultiva da memória revolucionária. E de certa forma questionou e contrapôs o marxismo arrogante e dogmático.


FILMES:- Pé na caminhada
- Anel de Tucum
- A igreja dos oprimidos
- Dom Helder. O santo rebelde& lt; br />- At o de fé

BIBLIOGRAFIA
BOSI
, Alfredo. Da esquerda cristã à teologia da libertação. In: As utopias de Michael Lowy: reflexões sobre um marxista insubordinado. São Paulo: Boitempo, 2007.

CALADO
, Alder Júlio Ferreira. Memória histórica e movimentos sociais: ecos libertários de heresias medievais na contemporaneidade. João Pessoa: Idéia editora, 1999.

CRISTIANISMO EM QUESTÃO
. Rio de Janeiro: Revista Paz e terra, N. 06, Editora Civilização Brasileira 1968. 

GUTIÉRREZ
, Gustavo. A força histórica dos pobres. Petrópolis: Vozes, 1981.

LOWY
, Michael. Redenção e utopia: o judaísmo libertário na Europa central. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
____________. Romantismo e messianismo. São Paulo: Perspectiva, 1990.
____________. Marxismo e teologia da libertação. São Paulo: Co rtez, 1 991.
ROMANO, Roberto. Brasil: Igreja contra estado (crítica ao populismo católico). São Paulo: Kairós, 1979.

WANDERLEY, Luiz Eduardo. Utopia e uma visão da teologia de libertação. In: As utopias de Michael Lowy: reflexões sobre um marxista insubordinado. São Paulo: Boitempo, 2007.

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